Joana D'Arque de Freitas
Caçu / GO

 

 

A rua

 

Na velocidade dos carros
Sons e ruídos das ruas
são lobos na escuridão.
Um olhar intervém! São tribos que abrem caminhos.

Nas apertadas avenidas
Um amontoado de gente indo e vindo.
Outras que param!
E vão deixando para trás becos nus.

Todos numa mesma atmosfera, a subsistência.
Na linha do tempo vitrines espalham sonhos,
ilusão de ver o que não podem ter?!
Atraídos por alheios desejos se traem.

Muitas vezes, são olhares diferentes, pensativo!?
Vão ficando para trás no espelhado horizonte.

E dos abraços gelado o abraço
apogeu domiciliar de uma existência sem vida!
Choram as estrelas sem riso, céu esmagado.
Infinito entristecido.

Dos becos, as ruas apelo de um sonho.
Farrapos, esfarrapado sopro viajante,
Calçadas nuas, esfumaçado vento, retalhos ao tempo.
São pessoas agrupadas ao relento, aquecido ninho.

Movimentada plataforma esculpida
são imagens coloridas, pálidas, outras amareladas.
Desenham existência passada, vivida ou não.

Das ruas os gritos coletivos.
Soluçante ritmos, contidas lágrimas!
Pequeninos viajantes, diferentes conflitos

Desafios comuns são deixados diariamente.

 

 

 
 
Poema publicado no Livro "100 Grandes poetas modernos" - Edição 2018 - Setembro de 2018