Isis Martins Giroldo
Quinta do Sol / PR

 

 

Estrelas de papel

 


Na noite densa do quarto escuro
Elas brilham como soberanas
Fazendo as sombras dançarem
Um balé interminável e triste.
Riscos e lampejos de esperança.
Colecionar estrelas solitárias
Paciência para formar constelação
Coração sente a falta de algo
O que foi deixado para trás
Estrelas de papel não consolam
Apenas fingem ser o que gostariam.
Perdido no universo ficou
Quando aquela estrela se apagou
Palavras caíram num buraco negro
Virou confusão de asteroides
Que não sabem o momento de partir
Partir corações que outra vez se consolam
Com brilhos confusos no teto sombrio
Frios e sem vida imitando o céu
No anseio de ter de volta o amor
Perdido entre estrelas de papel.

 

 

 

 

 

 
 
Poema publicado no livro "4º Anuário da Nova Poesia Brasileira" - Maio de 2018