Alberto Magno Ribeiro Montes
Belo Horizonte / MG

 

 

Mesa de bar

 

Por força do intelecto
Eis-me aqui sentado…
Na mesa de um bar
Entre dois copos a meditar.

Anseio pela eternidade…
Mas não sei o que fazer
Nos próximos cinco minutos.

Todas as cores sumiram
E só o sol entrou
Na parede fria e úmida.

Artes, relíquias do passado
Espalhadas pelo chão
Desde os idos de 1800…
Não deveríamos nelas pisar
Apenas comê-las
Mas num outro sentido
As devoramos com os olhos.

Penetrantes olhares me assustam
E entre risos forçados me agradecem.
Tenho que ir embora agora
Pois já sei o que aqui vim fazer.

 

 

 
 
Poema publicado na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - vol. 150 - Julho de 2017