Otaviano Maciel de Alencar Filho
Fortaleza / CE

 

 

Fiat lux

 

Haja luz!
E o som celestial
Como em uma orquestra colossal
Ferindo os tecidos espaciais
Em matizes infindáveis!
E as nebulosas em contorcionismo fenomenal
Dançando em ritmo acelerado
Deram início ao “sem começo e sem fim”!
E o tempo... Sem tempo!
Sem trégua!
E em cada canto sem canto
O canto se fez presente
Inundando o ausente/presente!
E os sois resplandeceram
Nas turvas imensidões!
E os mundos foram surgindo!
E a poeira estelar no infinito se dissipou
Nos espaços sem fim!
E o eterno recomeça
Em cada canto sem canto!
Contínuo parafuso sem fim...

 

 

 

 
 
Poema publicado na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - vol. 157 - Fevereiro de 2018