João Riél M. N. V de Oliveira Brito
Tunas / RS

 

 

Carência

 

Eu pensei que foste me amar sem pedir nada...
Sem me causar quaisquer vãs constrangimentos.
Mas a cruz deste nosso grande amor é tão pesada
Que desestruturou os meus simples pensamentos;

Eu pensei até em domar este meu sentimento.
Para não me sentir um perdido e só fidalgo...
Porém tudo o que me excedeu em sofrimento
Não bastou para eu te amar sem pedir algo.

Talvez me falte até orgulho ou mesmo juízo...
Mas de tudo que tu possuis o que eu preciso,
Para viver feliz  e alegre é bem pouquinho...

Bastará que tu me fales uma vez de saudade;
E que me dês uma prova de tua fiel amizade.
E um milésimo sequer quer deste teu bom carinho...

 

 

 


 

 

 
 
Poema publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - vol. 167 - Janeiro de 2019