Jaídson Gonçalves
Campos dos Goytacazes / RJ

 

 

Oráculo do desconhecido

 

Sou um grão do nada,
Um ultrajante intermediário,

A última escada,
De um simples salário.

A única palavra motivacional,
Um pequeno gigante,
O sonho ocasional,
Do gênio andante.

Olhos vermelhos de emoção,
Em um momento que se aproxima,
Adeus a uma promoção,
Que deixa só uma rima.

Além do horizonte,
Existe algo belo,
Como uma simples fonte,
Que se tornou seu elo.

Uma sequência de obstáculos,
Regida por alguém,
Que deixa um oráculo,
Para esse povo do bem.

A única dúvida,
O pequeno dono de suas respostas,
O homem que deixou uma saída,
Escritas em suas próprias propostas.

 

 

 

 

 
 
Poema publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - vol. 173 - Julho de 2019