Alberto Magno Ribeiro Montes
Belo Horizonte / MG

 

 

Macapá

 

Estou em Macapá
Capital do Amapá
Por que não vens para cá?

Do fortim inicial
À fortaleza atual
O Amazonas, atalaia silencioso,
Viu crescer o povoado preguiçoso.

As águas da terra, aqui se encontram
Com as águas do céu, numa fúria avassaladora!
E ambas são, do equilíbrio do mundo controladoras
Pois graças a elas a floresta é viva.

Na avenida à beira-rio caminho
E no caminho, outros caminhos encontro
Mata adentro, onde pássaros fazem ninho
E indígenas em suas aldeias vivem (in) felizes.
De seu porto, o manganês parte
Para o resto do mundo.
A serra é do navio
E o navio é da serra.

Aqui o marco é zero
Eterno divisor do planeta Terra
Onde ele é mais quente
E o Brasil é mais sul.

Macapá…capital do Amapá

 

 

 

 

 

 

 
 
Poema publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - vol. 175 - Setembro de 2019