Ismar Carpenter Becker
Contagem / MG

 

 

Juntando os cacos

 


O vaso quebrou
Acabou o encanto a beleza
No chão apenas cacos sem vida no chão
Um ser inanimado sem cor
De que  adianta colar
Ficaram apenas as marcas
Nada será como antes
Outros vasos virão
Outros cacos surgirão
Ficarão só as lembranças de olhos que fitavam sua beleza
Tudo é passado
Poeira levantada por um vento
Juntar os cacos apenas para não ferir os pés
Tudo é efêmero
Passageiro
Mutável
Mutante
Os amores que deixaram doces lembranças
Em noites frias num inverno rigoroso
Juntando cacos e reconstruindo novos vasos
até que a matéria prima cesse

 

 




Poema publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - vol. 185- Agosto de 2020

Visitei a Antologia on line da CBJE e estou recomendando a você.
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