Rozelene Furtado de Lima
Teresópolis / RJ

 

 

Estranhos andantes

 


Amamentação na teta de alegria,
Da liberdade, da paz e tranquilidade
Murchou, acabou, secou e ficou vazia
Tudo sem sentido, até mesmo a vaidade

O sorriso tão lindo está mascarado
Nossos olhos não são mais radiantes
Inseguros para andar lado a lado
Somos simples estranhos andantes

O teu abraço apertado amoroso
É um gesto que ficou no passado
Vivo a solidão, à distância e o vento

Como um desassossego assombroso
O medo veio e deixou tudo avessado
Com fé sobreviver o agora virulento

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Poema publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - vol. 185- Agosto de 2020

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