Alberto Magno Ribeiro Montes
Belo Horizonte / MG

 

 

Eu tembém vou esperar

 


Se para tudo neste mundo temos que esperar
Para não fugir da regra, eu também vou esperar.
Esperar a esperança cada vez que nasce uma criança.
Esperar o sorriso. E só por isso...
Esperar o dia e o cantar da cotovia.
Esperar o canto, sentado naquele canto.
Esperar a lua num beco escuro de rua.
Esperar pela doce vingança, que seu alvo sempre alcança.
Esperar a morte, que virá sem sorte.
Esperar pela sorte, que virá (quem sabe) do norte.
Esperar pela viagem através daquela imagem.
Esperar ver para crer. Crer, só se ver.
Esperar sempre sentir e de vez em quando mentir.
Esperar da cor, que seja igual ao licor.
Esperar o nascer do sol, conforme o rol.
Esperar o dia surgir. Esperar a noite cair.
Esperar o sol nascer…e a lua crescer.
Esperar o pôr da lua. Que seja ela só sua.
Esperar pela lágrima, jogando um pouco de esgrima.
Esperar a realidade se transformar num sonho de verdade.
Esperar o sinal abrir, para que eu possa ir.
Esperar pelo novo engenho
Que ganharei pelo meu empenho.
Esperar pela liberdade de poder voar de verdade.
Esperar a vida findar, numa agonia sem par.
Esperar pelo filho que virá, como nunca se vira.
Esperar o rio. Rio… Espera – uma Espera Feliz…
Esperar a espera.
Esperar…esperar…esperar…
…a espera.

 

 

 

 

 

 

 



Poema publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - vol. 190
Novembro de 2020

Visitei a Antologia on line da CBJE e estou recomendando a você.
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