Isaías Barbosa
Curitiba / PR

 

 

Tempo

 

Duração das coisas, uma era
Uma época, um período
Estado da atmosfera
Algo transcorrido.

Aumenta o amor em quem se ama
É tudo aquilo que nos rodeia
A máquina que nos impulsiona
Vinga o ódio em quem se odeia.

É o momento oportuno
O instante acontecido
O viajante taciturno
E o herói esquecido.

Não define hora, nem dia
Nem mês, nem ano
Nem lugar, nem estadia
Simplesmente arcano.

Gostaria de ter para nós todo o tempo do mundo
Que a máquina do tempo estivesse em nossas mãos
Eu apertasse o botão do hoje congelando tudo
Nossa vida, nosso amor, nossa idade, nossa paixão.

 

 

 
 
Poema publicado no livro "Grandes Nomes da Poesia Brasileira" - Junho de 2018