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Regionalismos...

A língua portuguesa sofreu diferentes influências culturais ao longo dos séculos em cada região, incorporando diferentes formas de expressão, dando origem a diferentes dialetos, diferentes modos de expressar ou representar uma mesma ideia ou um mesmo sentimento ou conceito. Isto é explicado já que nossas principais culturas, em termos de regionalismo refletem, ora as várias culturas europeias, ora a cultura africana ou a cultura indígena, ou até mesmo a mistura delas. Pelo fato de a povoação do Brasil ter ocorrido em regiões distintas e distantes entre si (litoral nordestino, litoral fluminense e interior mineiro, por exemplo), o traço cultural de cada região influenciou o próprio desenvolvimento idiomático do português, ao longo do tempo. 

 

Em sua obra, de temática social, privilegiou os pobres, os boêmios e os abandonados. Foi severamente criticado pelos seus contemporâneos parnasianos por seu estilo despojado, fluente e coloquial, estilo este que acabou influenciando os escritores modernistas.
Lima Barreto queria que a sua literatura fosse militante. Sua literatura tinha a finalidade de criticar o mundo circundante para despertar alternativas renovadoras dos costumes e de práticas que, na sociedade, privilegiavam pessoas e grupos. Para ele, o escritor tem esta função social.

Leituras recomendadas    

 

Darcy Ribeiro e o povo brasileiro

Nós, brasileiros, ainda temos muito a fazer pela nossa autonomia enquanto nação. As nossas conquistas mais importantes ainda hão de vir, e não são, ao que se supõe à primeira vista, as de ordem econômica. Antes delas, e até mesmo como base para elas, precisamos, sim, conquistar definitivamente a nossa autonomia cultural como nação, patenteando os direitos de igualdade racial e permitindo que o brasileiro se expresse culturalmente como "brasileiro", livre, sem se importar com o ranço de qualidade que as nossas elites insistem em manter para garantir seus privilégios.
A propósito, até mesmo como introito a este indispensável entendimento, sugerimos a leitura do texto de Voltaire Schilling, com edição de André Rocha, sobre o que pensava um dos nossos mais brilhantes pensadores: Darcy Ribeiro.

O “jeitinho brasileiro”

Ontem reencontrei nos meus guardados um texto muito bem produzido pelo competente jornalista e escritor Rodrigo Cavalcante, publicado na revista Superinteressante, de setembro de 2005, tratando da origem do nosso “jeitinho brasileiro”, nosso modo de falar e da nossa “malandragem”. É uma leitura recomendável e que apresentamos abaixo com pequenas adições de Luiz Carlos Martins, que em nada alteram o conteúdo do original.


Cora Coralina, uma vida passada a limpo

Senhora de poderosas palavras, Cora escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Cora parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.

Divulgação nacional
Foi ao ter a segunda edição (1978) de "Poemas dos becos de Goiás e estórias mais", saudada por Carlos Drummond de Andrade no Jornal do Brasil, em 27 de dezembro de 1980, que Cora Coralina, ganhou a atenção e passou a ser admirada por todo o Brasil. "Se há livros comovedores, este é um deles." Manifestou-se Drummond.
A primeira edição desse livro foi publicado pela Editora José Olympio em 1965, quando a poetisa já contabilizava 75 anos. Reúne os poemas que consagraram o estilo da autora e a transformaram em uma das maiores poetisas de Língua Portuguesa do século XX.

"Uma nação sem ideal desaparece
rapidamente da história."
Gustave Le Bon

Gustave Le Bon foi sociólogo, autor de várias obras nas quais expôs suas teorias sobre o comportamento de manada – a Psicologia de Massas - que vieram, posteriormente, a servir de escora aos princípios modernos da publicidade e do marketing.
O estudo, principalmente da questão do “contágio social”, é de importância fundamental para escritores pois que permite o entendimento de como as ideias são absorvidas pelo leitor e como podem contagiar o seu universo pessoal.


A história da Literatura de Cordel

Nas feiras do Nordeste, é muito comum encontrar-se bancas onde são vendidos folhetos - escritos geralmente em versos (sextilhas, septilhas ou décimas) - e que tratam dos assuntos mais variados. Estes folhetos caracterizam a nossa literatura de cordel.
Na sua grande maioria são romances que contam estórias com a intenção de entreter ou "versos de opinião", que criticam fatos ou pessoas. É muito comum também encontrar-se alguns que reproduzem desafios, contam as aventuras de Lampião ou a vida do Padre Cícero ou Frei Damião.
Sob uma outra visão, podemos dizer que o Cordel é também o jornal nordestino. Os desastres, as inundações, as secas, os cangaceiros, as reviravoltas políticas, alimentam o caráter jornalístico dessa produção, que chega a centenas de títulos por ano.


Literatura de Cordel

Origem e instituição do Cangaço

Segundo o Dicionário do Folclore Brasileiro (s.d., p. 68), de Câmara Cascudo, "Cangaço é a reunião de objetos menores e confusos, utensílios das famílias humildes, mobília de pobre e de escravos". Cangaço, pois, é o conjunto de troços, tarecos, burundangas, cacarecos, cangaçada, cangaçaria.

Outra definição que Cascudo (Id., ibid.) dá para o termo cangaço é "conjunto de armas que costuma conduzir os valentões". É, portanto, o preparo, carrego, aviamento, parafernália do cangaceiro, inseparável e característica; armas, munições, bornais, bisaco com suprimentos, balas, alimentos secos, meizinhas tradicionais, uma muda de roupa, etc.

SECA, CORDEL E FOLCLORE

Observar, relacionar e generalizar fatos e coincidências com a meteorologia talvez seja uma das atividades humanas mais antigas, haja vista a relação de dependência entre o homem o meio-ambiente existente desde os primórdios da humanidade, na constante luta pela sobrevivência da espécie.

O movimento dos astros, do vento e das nuvens, o canto dos pássaros, o comportamento de insetos e outros animais, a evolução do ciclo de determinados vegetais, a coincidência de números e datas são fatos que, aparentemente, sem qualquer relação científica, explicam, justificam e fundamentam a previsibilidade do tempo.

 

Plínio Marcos
"O bendito maldito"

Autor maldito de assuntos malditos como homossexualismo, marginalidade, prostituição e violência, Plínio Marcos foi um dos primeiros a retratar a vida dos submundos de São Paulo. Nunca cedeu. Impôs, sempre, sua verve sem hipocrisias. Direta, forte e sem arestas. O teatro dele não era exatamente político, de pobres contra ricos, mas trazia uma experiência amarga dos pobres, e isso representou uma grande novidade. 'Navalha na Carne' é uma peça com muita força, com três excluídos que sofrem e nos fazem sofrer".

Maria Firmina dos Reis
"A primeira romancista brasileira"

Maria Firmina dos Reis participou intensamente da vida intelectual maranhense: colaborou na imprensa local, publicou livros, participou de antologias, e, além disso, também foi música e compositora. A autora era abolicionista: ao ser admitida no magistério, aos 22 anos de idade, sua mãe queria que fosse de palanquim receber a nomeação, mas a autora optou por ir a pé, dizendo a sua mãe: "Negro não é animal para se andar montado nele."

Manoel de Barros
Um gênio da nossa arte poética

Manoel de Barros foi um dos nossos principais poetas contemporâneos. Autor de versos nos quais elementos regionais se conjugavam a considerações existenciais e uma espécie de surrealismo pantaneiro. Seu " Livro sobre nada", lançado em 1996, é um dos trabalhos mais importantes de Manoel de Barros. O título, que veio da frase de Gustave Flaubert “sempre desejei escrever um livro sobre nada”, caiu imediatamente no gosto do público e é até hoje um de seus livros mais conhecidos.