Isabel Cristina Silva Vargas
Pelotas / RS

 

 

A paz para a humanidade

 

        

             A paz que existe em mim resulta das minhas escolhas, da minha maturidade, do caminho percorrido e dos meus objetivos para o restante da vida.
             Somos responsáveis por nossa vida, pelos nossos atos e como eles incidirão sobre os outros. Por isso é importante harmonia, respeito, tolerância, empatia com o outro, educação, fraternidade, solidariedade, caridade, alegria, bom humor, caridade para com os desvalidos.
           Tudo isso devemos exercitar na família, no ambiente profissional na vizinhança próxima, no bairro, nos grupos que frequentamos, na cidade como um todo.
           Apesar de terem ocorrido guerras, como a primeira, a segunda guerra, a guerra fria, os conflitos entre árabes e israelenses, viver era mais simples. Havia menos exigências, mais respeito com o ser humano, com os animais, com o planeta.
          O avanço tecnológico que mudou as relações ainda estava em estágio menos avançado, acreditava-se mais no homem, sua palavra tinha mais força do que aquilo que representa sua posição na sociedade.
           Hoje as famílias interagem menos, embora possam estar em um mesmo ambiente. A tecnologia e as redes sociais desempenham um papel muito importante, que afasta os membros que estão próximos, as pessoas acabam não conhecendo o pensamento, os desejos e os sonhos dos filhos.
         Por não ter a afetividade e a autoridade dos pais, muitos filhos enveredam por caminhos difíceis tortuosos, algumas vezes sem volta, da droga, do tráfico e da violência.
            O que encontramos nas cidades como um todo e hoje não mais apenas nas periferias, é o que acontece no macro cenário global.
             Brigas, intolerância, incapacidade de dialogar, preponderância dos interesses dos grandes, das fortes economias, intolerância, sobretudo, radicalismo religioso.
             É inconcebível os conflitos no Afeganistão, a Guerra na Síria, o conflito entre cristãos, muçulmanos, judeus, os grupos radicais matando e mostrando na televisão os assassinatos.
             Crimes hediondos acontecendo no mundo, em regiões áridas, pobres, contra as mulheres, crianças, patrimônio universal, tudo sendo destruído sem respeito pelos antepassados, por outras culturas, em nome de um ódio insano ou de uma sede de poder cada vez maior
 Quanto ainda durará a humanidade?
Destruirão uns aos outros implacavelmente, destruirão o planeta com seu poderio bélico, químico e nuclear?
Quando o homem olhar para dentro de si mesmo e se conhecer, quando deixar de ser ambicioso, cínico, frio, e almejar para os outros o bem teremos em pequena nesga de esperança de que a humanidade mude.
Há quem diga que através da guerra alcançamos a paz, eu não creio nisso.
Só quando o homem aprender a dividir as conquistas, o conhecimento, ter consciência que o que nos rege é universal, que nada pode ser feito em um ponto que não tenha reflexo no todo, que a lei do retorno é implacável, que a energia que nós emanamos é a que receberemos de volta, o homem passará a entender a sua responsabilidade para que objetivos universais, legais e justos sejam obtidos.
            A PAZ é fruto de uma consciência expandida, de uma consciência cósmica que ainda estamos carentes, embora muitos a busquem eternamente.

 

 

 
 
Poema publicado no Livro de Ouro do Conto Brasileiro - Edição 2018 - Agosto de 2018