César Menezes Porto
Cascavel / CE

 

 

À minha poesia Edilene

O processo da escrita não grita!...
Feito o poeta ativo e inventivo...
Em mim, aliás, só silencia em ti
Contemplativo no teu espreguiçar
Que dispensa ao seu lado o pensar...
Adeus estrofes! Deu poema a dispersar
Eufórico... fico só a enguiçar
Não consigo nem ser metafórico
Peco até nos teus poucos versos!...
E me perco nos lençóis do teu reverso
Entre as rimas dos seus beijos e abraços...
Sem medida!... Sem métrica não declaro!...
Não de(clamo), nada claro, nada solene
Apenas imaginativo amo-te minha Edilene

 

 

 
 
Poema publicado no livro "100 Grandes Poetas Modernos" - Edição Especial - Julho de 2017