André Luiz de Oliveira Pinheiro
Rio de Janeiro / RJ

 

 

Quando?...

 

Quando for encontrar o tempo morto
Quando o tempo na carne fica fria
Quando o fúnebre tempo pararia
Quando o tempo do tempo faz aborto...

Quando então, na cegueira em passo torto
Quando sem equilíbrio encontraria
Quando quem encontrado choraria
Quando no invisível de outro horto...

Onde tudo é em vão sem ar, sem vento
Onde nada se vê em movimento
Quando o onde não sabe o fim da estrada...

Quando for minha hora imprevista,
Quando tudo à volta chora à vista
Onde quando o tudo não é nada...

 

 

 

 
 
Poema publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - vol. 180 - Fevereiro de 2020