Wagner Dias de Souza
Rio de Janeiro / RJ

 

 

Doce retorno

 

Matéria inerte ornamentada num caixote
É carne morta que não mais me representa
É o escafandro que no ato se aposenta
Naturalmente, sem um pingo de boicote.

Agora mesmo, eu dispenso a rota roupa;
Com desapego, a qualquer dia arrumo outra.
Aos que ficam, a tarefa de esse corpo incinerar
Ou simplesmente, em modesto jardim, o enterrar.

A nova flor que germina
É meu sorriso de alegria;
Doce elegia, vital energia.

Com minha solta liberdade, a flutuar,
Pairando sobre um mar de puro ar,
Perfeito retorno ao meu pátrio lar.

 

 

 

 
 
Poema publicado no livro "Versos Mágicos de Poetas Encantados" - Julho de 2018